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Nas Malhas do
Arrastão
Letra: Ivo Ladislau
Música: Neto Fagundes
Intérprete: Neto Fagundes
Música participante do 13 Reponte
da Canção em São Lourenço
do Sul - RS
Eu mais o primo João,
"Varamo"a rebentação,
"Botemo umas redi nova"
Nas beiradas do fundão.
As outras me rebentaram
"Diz"que é barco catarina,
Quando "senão" vem na beira,
No arrastão a grande chacina.
Ninguém toma "provimento",
"Peixe"morto contei mais de cem,
Ai! meu sustento, que sofrimento,
Um dia inda matam meus botos também.
É, nesse mar só "pexe"
miúdo, oilarai.
Cai nas malhas do arrastão.
"Pexe" graúdo ? que nada
! oilarai.
Sempre tem "santa"proteção.
Mas a colonia vai levando.
Vida "fácil" de roldão.
E nas águas da lagoa,
A "luiz" chama o camarão.
Pra "faze as redi nova"
E não mais ficar a pé,
Peguei ,então, uns trocados,
Da "porpança da muié".
Vendi o caíco dos piás,
E uma posse lá na beira,
"Pruns veronista fazê "
"Umas" casa de primeira.
Dia desses eu tomo uns butiá
Pego a velha taquari,
Carrego de "porva boa"
Dou uns tiro lá na proa,
Ou nos "fundio"do capitão,
E mando pra "aqueli lugari"
Ou vai pro fundo do "mari"
Oh! "mardita embarcação".
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